Guia definitivo para você virar nômade digital em 2022.

Se você está pensando em virar nômade digital e cair na estrada em 2022, eu trouxe 15 passos que você precisa seguir antes de sair viajando.

Sendo nômade digital desde 2015, eu já vivi muita coisa incrível e muitos perrengues também! Ao longo desses 6 anos, o nomadismo ganhou popularidade e muita gente começou a me perguntar: Fernando, como eu faço para virar nômade digital?

Nesse texto, eu te explico exatamente isso com dicas que eu gostaria de ter recebido quando comecei a minha rotina na estrada (e que certamente teriam me poupado algumas dores de cabeça).

Então vem comigo aprender tudo que você precisa para virar um nômade digital em 2022!

Se você chegou até aqui, provavelmente essa já é uma ideia que passa na sua cabeça, mas que por algum motivo você ainda não colocou em prática. E eu te entendo perfeitamente. Com certeza você tem várias dúvidas e inseguranças se esse estilo de vida realmente é para você.

Infelizmente, eu não posso te responder isso com todas as letras, mas posso te dizer que se você seguir esses 15 passos antes de se tornar nômade digital, você com certeza estará muito mais preparado para iniciar essa caminhada!

Eu vou dividir os 15 passos em 5 grandes capítulos que são: pessoal, financeiro, emprego, viagem e perrengues/burocracia e também vou deixar os links do meu canal no YouTube onde eu aprofundo mais cada um desses tópicos. Então vamos lá?

Pessoal:

1- Psicológico:

Essa é uma das áreas mais importantes para se preparar para a viagem. Ao virar nômade, você está deixando muita coisa para trás e indo para um mundo que você ainda não conhece e não sabe como vai ser. Então, muitas questões emocionais podem se potencializar nesse processo.

Por isso, se você não está se sentindo completamente bem emocionalmente, eu sugiro que você busque tratar essas questões antes de cair na estrada. E, se você acha que está bem, mesmo assim eu acredito que a terapia é interessante para qualquer pessoa que quer se tornar nômade. Ao compartilhar essas ideias com um psicólogo, eles podem te ajudar a se sentir mais preparado e se adaptar a esse novo estilo de vida.

2- Saúde:

Assim como a sua saúde emocional, cuidar da sua saúde física também é essencial. Principalmente se você já tem algum histórico de doenças. Portanto, antes de cair na estrada, faça um check-up e tenha certeza de que a sua saúde está bem e que você não tem nada pendente para resolver. 

Além disso, é importante que você já se acostume a uma rotina saudável, para que consiga manter ela viajando. Como nômade, você pode enfrentar um ritmo bem puxado de viagens, além de alguns perrengues pelo caminho. Ter uma boa saúde para enfrentar tudo isso é essencial para que você consiga continuar viajando e vivendo esse estilo de vida.

3- Desapego:

Se você é uma pessoa muito apegada ao seu cachorro, à sua família ou aos seus bens, você precisa se preparar. Como nômades nós temos que deixar muitas coisas para trás. A minha mala, por exemplo, tem só 23 kg e tem que ter tudo que eu preciso para sobreviver.

A minha dica, para ver como você consegue lidar com esse desapego, é:  faça um teste! Tente colocar todas as coisas que você considera essenciais para usar nas próximas duas semanas dentro de uma mala e tente viver somente com isso nesse período.

Assim, você vai ter uma noção real de como se sente vivendo dessa forma.

Financeiro:

1- Dinheiro de segurança:

Tenha pelo menos 6 meses de salário garantido. Considere o valor do teu salário (ou do quanto você precisa para viver em um mês) e multiplique por 6. Esse é o dinheiro que você precisa ter guardado para que, caso você tenha algum problema, possa voltar ao Brasil e reconstruir a sua vida.

Ou seja, esse dinheiro NÃO será utilizado nas viagens! É apenas uma segurança em casos de emergência.

Eu, mesmo que tenha uma estabilidade financeira hoje, ainda guardo esse dinheiro para o caso de algum momento decidir parar com a vida nômade. Então os meus 6 meses iniciais, que hoje já são 3 ou 4 anos, permitem que eu pare e fique esse tempo sem trabalhar ou dê entrada em uma casa, por exemplo

2- Investimentos:

Se você vai estar guardando dinheiro, é importante que você saiba investir ele. Seja em ações, em fundos, em criptomoedas ou no que for. Claro, que é importante escolher investimentos que deem rendimento, mas que sejam relativamente seguros, para que você consiga acessar eles em casos de emergência.

Ter esse conhecimento e essa noção do mercado financeiro, permite que, com o passar do tempo, você possa trabalhar menos e aproveitar mais, já que o dinheiro estará rendendo por você.

3- Custo de vida:

É fundamental que você saiba como enxugar o seu custo de vida. Se você tem um custo de vida muito alto aqui no Brasil, isso pode ser um problema. Mas por que, Fernando? Porque provavelmente nos seus primeiros anos como nômade você vai precisar levar um estilo de vida mais simples. Ou seja, frequentar hostels, se alimentar em restaurantes mais baratos e por aí vai.

Dessa forma, quanto antes você aprender a lidar com uma vida mais simples, melhor vai ser caso você precise lidar com menos dinheiro em algum momento.

Emprego:

Muita gente acha que nômade digital só sair por aí viajando, tirando fotos e aproveitando. Mas posso te dizer que isso é raríssimo, a maior parte dos nômades digitais são pessoas que estão rodando o mundo e trabalhando remotamente.

1- Trabalho remoto:

Qualquer trabalho que você consiga fazer trabalhando da sua casa, com um notebook e internet, pode ser feito remotamente e pode se encaixar na sua rotina como nômade digital. O único ponto é buscar por alternativas que você se identifique, mas que também possam ser lucrativas. No final o objetivo é sempre trabalhar menos e aproveitar mais os lugares onde você está.

Se você quer saber quais trabalhos podem ser feitos de forma remota, nesse vídeo do meu canal do YouTube eu separei 20 opções que vão te dar uma direção:

2- Fontes de renda:

Diversifique os seus rendimentos e nunca dependa de apenas uma fonte de renda. Procure ter, por exemplo, uma fonte principal, um trabalho que possa ser freelancer e uma fonte mais recorrente, como um infoproduto ou um investimento. Caso uma delas deixe de entrar dinheiro, você tem outras opções para continuar seguindo as suas viagens.

Eu explico melhor quais são os 4 pilares da renda de um nômade digital, nesse vídeo do meu canal do YouTube:

3- Trabalho X Lazer:

Esse é um dilema enorme que nós, nômades digitais, precisamos saber lidar bem. Muitas vezes você vai estar em cidades que você adora, mas não vai poder estar aproveitando o tempo todo, pois vai precisar trabalhar. E se você não trabalhar, não vai ter como continuar viajando.

Eu consegui me organizar de uma forma que eu trabalho nas terças, quartas e quintas e aproveito nas sextas, sábados, domingos e segundas. Nos 3 dias de trabalho eu fico mais focado e trancado no apartamento e nos outros dias eu consigo trabalhar de cafés, fazer viagens curtas e aproveitar os lugares trabalhando menos.

Isso é o que funciona para mim, porém o interessante é identificar o que funciona para você, se organizar e encontrar uma forma de aproveitar os lugares incríveis que você estará.

Eu conto um pouco mais sobre essa divisão de trabalho e lazer, nesse vídeo do meu canal do YouTube:

Viagem:

1- Viagem teste:

Antes de virar nômade eu fiz uma viagem de 15 dias para ver se eu conseguia me adaptar a esse estilo de vida, tendo apenas o que cabia na mala e, conciliando a rotina de trabalho e lazer e vendo como tudo funcionava.

Eu sugiro que você faça o mesmo. Embarque em uma viagem de 15, 20 ou 30 dias e veja como tudo flui. E quando eu digo viagem, não precisa ser para um super hiper mega destino. O ideal é só que seja para uma cidade minimamente distante da sua. Nesse test drive você vai entender o que ainda precisa melhorar e o que já está 100% para se tornar nômade digital.

2- Destino X Orçamento:

Outro ponto crucial, é você saber adaptar o seu destino ao seu orçamento.

Eu te diria que mais ou menos metade do teu gasto como nômade, tirando passagem, vai ser com a hospedagem. Por isso, eu utilizo o Airbnb para ter uma noção superficial do dinheiro que eu precisaria ter para ir para aquele lugar, antes de me aprofundar nas pesquisas e escolher o destino que eu vou.

Essa é uma ótima dica para você também. Se você quer virar nômade, já comece mapeando cidades e lugares que cabem no seu orçamento.

3- Travel Hacking:

Viajando você vai precisar passar por aviões, trens e hotéis. Sendo assim, eu te sugiro estudar sobre Travel Hacking, que são formas de pagar mais barato nas passagens e diárias de hotéis.

Também é importante, quando a gente fala de Travel Hacking, você aprender a acumular milhas, e com isso, conseguir utilizá-las para conseguir passagens mais baratas. Eu, por exemplo, muitas vezes consigo viajar em classe executiva, pagando menos do que a classe econômica.

Se você quiser aprender como eu faço para conseguir passagens aéreas mais baratas, não deixe de assistir esse vídeo do meu canal do YouTube:

Burocracia:

1- Cartão de crédito:

Como nômade, é possível que você passe algum tempo fora do Brasil. Então não tem como você ficar comprando dólar e levando para fora. Seria uma loucura, inclusive, levar muito dinheiro em espécie para suas viagens. Nesse caso você pode usar cartões internacionais ou alguns que já são mais focados em nômades. Eu, por exemplo, utilizo o N26, Transferwise e Nomad. Os dois primeiros cartões você só consegue criar na Europa e o Nomad você já consegue criar direto do Brasil.

Por meio deles você consegue receber dinheiro de fora e pagar muito menos taxas e nas conversões de câmbio do que em um cartão internacional comum.

Se você quer economizar na cotação do dólar, eu também tenho um vídeo no meu canal do YouTube mostrando todos os meus cartões e contando como eu fiz para conseguir cada um deles:

2- Planos de dados:

Isso pode ser uma dor de cabeça. Se você que nem eu, ainda tem uma vida no Brasil, como empresa, conta em banco e tudo mais, você vai precisar ter um endereço e um número de telefone brasileiro.

Eu tenho um endereço contratado por uma empresa, para onde eu mando todas as minhas correspondências e aparece como meu endereço oficial nos documentos e também tenho um plano de dados brasileiro para receber SMS e usar o WhatsApp.

Dessa forma, a minha dica é que você tenha um plano com roaming (o mais barato possível) no Brasil, para poder receber mensagens em qualquer lugar no mundo.

Além disso, como normalmente você não vai conseguir utilizá-lo por muito tempo fora do país, você vai precisar contratar um plano de dados local pelo período que estiver naquele local.

3- Vistos para nômades

Normalmente nós nômades entramos nos países com visto de turistas, o que faz com que trabalhar lá não seja algo totalmente legalizado. No entanto, alguns lugares já estão criando vistos específicos para nômades digitais, onde nós podemos entrar e até mesmo trabalhar no país de forma completamente legal.

Já existem 11 países que possuem vistos próprios para nômades e eu conto mais sobre cada um deles nesse vídeo no meu canal do YouTube:

Preparar para decolar

Se você conseguir colocar em prática essas 15 dicas, eu posso te garantir que você vai se tornar um nômade digital muito mais preparado e vai passar muito menos perrengues do que eu passei!

E, se você quiser se aprofundar mais em cada um desses tópicos, não esqueça de conferir o meu canal do YouTube que lá eu tenho mais de 40 vídeos só falando sobre nomadismo.

Eu posso te ajudar!

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